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5 passos essenciais para dominar a Internet das Coisas

5 passos essenciais para dominar a Internet das Coisas
Quando se fala em Internet das Coisas (IoT), um dos maiores desafios dos líderes desse setor tecnológico é identificar e construir a plataforma mais adequada para sua aplicação. O tema é complexo, existem muitos ruídos e a confusão tem sido uma pedra no sapato de muita gente. “O mercado de plataformas IoT é imaturo e há mais de 150 opções para escolher", segundo Eric Lamarre e Brett May, ambos da McKinsey&Company, a gigante global em consultoria.

Em artigo recente publicado no portal da empresa, os autores destacam as diferenças de uso do IoT para cada tipo de indústria. Para uma empresa de roupas esportivas, por exemplo, isso pode significar tênis com carga de sensor. Já uma indústria de máquinas, significaria incorporar sensores em ferramentas de chão de fábrica. No caso de companhia de seguros, poderia ser implantar sensores telemáticos nos carros dos segurados.
Apesar de toda essa diversidade em requisitos e aplicações, existem alguns aspectos comuns que fazem uma plataforma IoT bem projetada. Para Lamarre e May são cinco passos essenciais que garantem a base de uma plataforma IoT funcional:

1. Mover-se para um ambiente de aplicações híbridas. Os autores sugerem misturar e combinar aplicativos exclusivos com aplicativos personalizados. "Muitas plataformas incluirão uma ou mais aplicações que podem ter algum valor fora da caixa. (...) Às vezes, aplicações muito simples são as mais populares". Ao mesmo tempo, aplicativos personalizados podem ser essenciais, já que "os provedores de plataformas não entendem os problemas de negócios da empresa da mesma maneira que você", alertam. Outro detalhe é certificar-se de que o ambiente de desenvolvimento suporte uma maneira de “empacotar” aplicativos usando um serviço comum para que eles possam ser portados para outra plataforma se você decidir mudar. “A capacidade de integração com grandes aplicações existentes, como ERP ou CRM, também é um fator crítico na decisão da plataforma”.

2. Observar a capacidade de absorver e processar dados. Os dados são o combustível vital que alimentam a IoT, e é disso que se trata uma plataforma. "Importante é a capacidade de uma plataforma para manipular e gerenciar uma grande quantidade de fluxos de dados de alta velocidade provenientes de várias fontes diferentes", afirma os autores.

3. Prestar atenção à propriedade da infraestrutura da nuvem. Tomar a decisão de trabalhar com um grande fornecedor para a plataforma IoT significa também estar sujeito à infraestrutura associada de software, hardware e nuvem. "Certifique-se de que seu provedor de plataforma IoT e sua estratégia de nuvem empresarial sejam compatíveis com os objetivos da sua empresa", alertam.

4. Considerar a soberania e segurança dos dados. Uma vez que os dados estão potencialmente chegando ou sendo organizados em todo o mundo, é importante entender onde estão sendo armazenados e processados.

5. Considerar o processamento e controle de borda. Uma plataforma IoT pode ser um modelo centralizado hub-and-spoke, ou pode suportar o processamento analítico na borda para diminuir a latência. "Às vezes, a sobrecarga de comunicação de mover dados para a nuvem é onerosa, transmitir terabytes de dados de uma mina remota ou um navio no mar para a nuvem pode ser proibitivo", afirmam os autores da McKinsey.

Fonte: McKinsey&Company
  • Enviado por: Marketing & Communication